FUTURO: UM OLHAR PARA CIMA

O sector , nas suas múltiplas vertentes, continua com robustas perspetivas de crescimento.

Do lado da nunca se encomendaram e fabricaram tantos aviões como hoje. A quantidade de passageiros transportados continua a crescer a uma taxa anual próxima dos 5%. O movimento de passageiros e de carga nos aeroportos, assim como o número de aeroportos para utilização civil continuam a crescer de forma muito saudável em todo o planeta. As filas de espera para aceder a serviços de manutenção e reparação continuam igualmente a crescer.

Do lado da espacial está-se a assistir a uma verdadeira revolução com a entrada de vários operadores privados a desenhar, fabricar e explorar sistemas de lançamento, com a redução substancial nos custos de acesso ao espaço e com a produção em série de satélites motivada por encomendas massivas, tal como a que foi feita pela OneWeb à Airbus, em 2015, para quase 700 unidades. Na Europa esta também está em profunda mutação com a fusão de alguns dos maiores integradores industriais e com o arranque do desenvolvimento de um novo lançador, Ariane 6, cujo custo de desenvolvimento rondará os 6500 M€.

A procura para transportar satélites para órbita também tem crescido substancialmente. No Centro Espacial Europeu, foram efectuados em 2015 doze lançamentos de três sistemas diferentes. No final da primeira década do século eram habituais seis lançamentos, de um único sistema, por ano.

A Arianespace, responsável pelos lançamentos comerciais europeus, tem neste momento a maior carteira de encomendas de sempre, no valor de 5300 M€.

O sector traz ao , do ponto de vista do negócio: mais internacionalização num sector de alta tecnologia, com margens acima da média e robustas perspetivas de crescimento; Market Pull do ponto de vista tecnológico e organizacional para acompanhar os novos desafios que nos vão sendo colocados; potencial de  desenvolvimento cruzado de tecnologias e serviços para reforçar outras áreas do .

Ao ser associado ao , este sector traz para os seus clientes, parceiros, concorrentes, colaboradores e público em geral a perceção de uma organização inovadora, com pessoal qualificado em áreas de elevada complexidade tecnológica.Do ponto de vista da imagem, este sector é percecionado como um símbolo de progresso tecnológico, capacidade industrial, potencial exportador, assim como um fator de desenvolvimento económico das sociedades desenvolvidas.

Ao ser associado ao , este sector traz para os seus clientes, parceiros, concorrentes, colaboradores e público em geral a perceção de uma organização inovadora, com pessoal qualificado em áreas de elevada complexidade tecnológica e organizacional, que integra cadeias de fornecimento industriais muito internacionalizadas e exigentes. Do ponto de vista institucional, traz um maior reconhecimento e visibilidade ao junto dos decisores portugueses e europeus.

Por todas estas razões, este é um sector onde, seguramente, o irá continuar a apostar.

MANUEL CRUZ

MANUEL CRUZ

Presidente do Conselho de Administração desde Abril de 2011, desempenhou o cargo de Vice-presidente do entre 2005 e 2011.



O seu percurso profissional está ligado ao sector da metalomecânica, particularmente na área ferroviária, e inclui também a docência a nível universitário enquanto Professor Associado Convidado do Departamento de Engenharia Mecânica do IST.
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