Projecto ITER: Inspecções e Suporte à Garantia de Qualidade

  O ISQ foi escolhido como o parceiro para a garantia da Qualidade do projecto ITER – o maior investimento cientifico da actualidade, estimado em 35 mil milhões de euros. Depois das participações nos projectos “Large Hadron Collider” do CERN e “European Extremely Large Telescope” da ESO, o ISQ volta a estar na vanguarda dos projectos de infra estruturas científicas. Estimado em 7,5 milhões de euros, o contrato de inspecção tem por âmbito a prestação de serviços durante o fabrico dos diferentes componentes máquina envolvendo as especialidades de construção e montagem mecânicas, montagem eléctrica e máquinas. As inspecções decorrerão nos diversos fabricantes em vários continentes e tem a duração de 6 anos renováveis a cada 2. Este contrato é obtido na sequência de uma prolongada colaboração com o ITER que se pautou pela consultoria no âmbito da qualificação de fornecedores e concepção e desenvolvimento de procedimentos de soldadura e novos métodos de ensaio não destrutivo. O ITER é, correntemente, a maior experiência cientifica internacional e tem como objectivo demonstrar a possibilidade cientifica e tecnológica da energia de fusão nuclear obtendo um rácio entre potencia produzida e consumida superior a 10 – a primeira unidade deste tipo a ter um coeficiente de energia positivo. Durante o tempo de vida útil da experiência, o ITER testará as soluções e tecnologias a serem utilizadas numa futura utilização comercial da energia de fusão. O ITER conta com a participação da União Europeia, China, Coreia do Sul, EUA, India, Japão e Rússia. No ITER a reacção de fusão ocorre num reactor tipo Tokamak, que utiliza campos magnéticos (gerados por supercondutores) para conter e controlar um plasma a 150.000.000 graus Celsius. A fusão entre Deutério e Trítio (dois isótopos do Hidrogénio) produz um núcleo de Hélio (cuja carga responde aos campos magnéticos gerados e por isso permanece confinado no plasma) e um Neutrão que transporta cerca de 80% da energia da reacção. A energia transportada pelos neutrões quando absorvida é transferida para as paredes do Tokamak sob a forma de calor e dissipada sob a forma de vapor na água de arrefecimento. Em futuras utilizações comerciais este vapor servirá para a produção de energia. As razões que fazem da fusão uma opção atractiva a ser considerada no “mix” energético da segunda metade deste século incluem abundancia de matéria prima e quantidades mínimas de fuel necessário – por comparação, uma central a carvão, para produzir 1000 MW requer cerca de 2.7 milhões de toneladas de fuel por ano, uma central a fusão requereria apenas 250 quilogramas, metade Trítio metade Deutério. A Fusão não concorre para a produção de gases com efeito estufa (o subproduto é Hélio, um gás inerte) e não existe risco de descontrolo da reacção uma vez que qualquer alteração das condições leva à instabilização do plasma que arrefece numa questão de segundos parando a reacção.  

INSTITUTO DE SOLDADURA E QUALIDADE

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