Junho 2005



Reduzir resíduos para o aterro

O director da divisão de Ambiente, Energia e Segurança do ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, Afonso Lobato Faria acedeu em esclarecer dúvidas pertinentes relativamente à gestão e tratamento dos resíduos em Portugal, fazendo o ponto de situação. Mais do que nunca, um indivíduo pode fazer a diferença.

Afonso Lobato Faria é responsável pelo departamento de Ambiente, Energia e Segurança do ISQ – Instituto de Soldadura e Qualidade, definindo a sua função como a de um gestor técnico.

Este departamento alberga cerca de 50 pessoas, divididas nas suas três áreas de estudo, tendo à sua disposição alguns dos melhores laboratórios nacionais. Há ainda uma particularidade: esta extensão do ISQ possui uma das raras equipas de investigação ambiental e está a trabalhar neste momento em 15 projectos europeus.

Pese embora o ISQ seja uma instituição por natureza sem fins lucrativos, o departamento de Ambiente, Energia e Segurança, factura por ano aproximadamente 3.5 milhões de euros: “A ideia subjacente não é comercial, sendo antes de serviço público, num apoio ao directo ao Estado português m questões ambientais, onde ainda temos um longo caminho a percorrer, possa ter a rota correcta”, sublinha.

Nas palavras deste engenheiro que viveu intensamente o período da década de 90 em que teve início na área do ambiente a implementação dos aterros sanitários, o ISQ é uma associação privada de empresas sem fins lucrativos cuja missão fundamental passa pelo “apoio a toda a indústria nacional na resolução de todos os seus problemas tecnológicos”, chegando mesmo a afirmar que o ISQ é a “maior plataforma tecnológica em Portugal ao nível de estudos de investigação e prestação de serviços, não se restringindo unicamente à indústria”.

Instado quanto à utilidade dos aterros sanitários, Afonso Lobato Faria aborda frontalmente uma questão que gera ciclicamente alguma celeuma na opinião pública, visto ser vista como matéria sensível.

Na sua opinião, os aterros sanitários serão sempre necessários, ponto parágrafo. “A ideia é reduzir a quantidade de resíduos que vão para aterro. Está mais do que provado que qualquer sistema que nós encontremos, seja a incineração, a reciclagem ou a reutilização geram sempre sub-produtos que vão ter de ser colocados precisamente num aterro sanitário. O grande desafio neste momento é o de reduzir a quantidade de resíduos que vão para aterro, porque estes vão ter de continuar a existir”.


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