Maio 2012 © ISQ

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Futuro da energia eólica na produção de electricidade na UE

Há cerca de um ano, a Direcção Geral de Energia da UE deu a conhecer os cenários de investimento previsíveis para os próximos vinte anos, para cobrir as necessidades primárias de electricidade e o papel que a Energia Eólica terá neste contexto (EWEA).

  Onshore (GW) Offshore (GW) %Total Electricidade
2010 80 2 4,2%
2020 230 40  
2030 250 150 26-35%

A potência instalada em 2010 revelou que a Energia Eólica foi a que teve maior crescimento face às outras formas de produção de electricidade.

Eólica +9GW
Gás Natural +6,5GW
Fotovoltaica +4GW
Carvão -0,7GW (+2,5GW-3,2GW)
Nuclear -1GW (+0,4GW-1,4GW)

No Carvão e no Nuclear, apesar de terem aumentado a instalação, o descomissionamento foi superior a esse aumento, o que representou um hiato preenchido pelas renováveis, com a eólica em primeiro lugar.

Com o desastre de FUKUSHIMA vai haver nos próximos anos um decréscimo do Nuclear, que só será ultrapassado com investimentos em sistemas de segurança ou quando o ITER for comercializado, para o que faltarão ainda pelo menos 20 anos. Enquanto o Carvão Limpo não for disseminado, não será opção energética devido às emissões de carbono e outros poluentes.

O aço terá uma parte importante em qualquer dos tipos de instalação (com menor valor apenas na energia fotovoltaica).

Grande parte do aço será usada em construção soldada o que representará seguramente uma oportunidade de negócio para a Indústria Metalomecânica Nacional, onde o ISQ poderá ter um importante papel a desempenhar, não só em Portugal como noutros Países.

O consumo previsível de aço é enorme, mas o que é mais impressionante são os números de turbinas que serão instaladas no offshore, como se pode ver no quadro seguinte.

  2020 2030
Turbinas 8000 30.000
Infra-estrutura betão 8 Mton aço 30 Mton
Torres 1,8 Mton aço 7 Mton
Gerador (incluindo pás) 1,2 Mton aço 4,5 Mton

A Metalomecânica intervirá sobretudo nas torres e no gerador o que permite avaliar os valores que estão em jogo. Só nas torres, estima-se um negócio potencial de mais de 10B€ (2020) e 40B€ (2030) a valores actuais.

 

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