Setembro 2005

 

ISQ lança fundo de capital de risco para 'start-ups' tecnológicas

O O Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) vai lançar um fundo de capital de risco para investimentos em 'start-ups' de base tecnológica. O fundo arranca com 7,15 milhões de Euros, mas poderá chegar aos 15 milhões, tudo dependendo da procura.

Do montante subscrito, 5 milhões são fundos públicos, do Programa de Incentivos à Modernização Empresarial (PRIME). O restante são fundos próprios do ISQ. Nuno Miranda, o gestor do novo instrumento de financiamento, adianta que, numa segunda fase, serão feitos contactos com investidores institucionais. A contrapartida, diz, serão taxas previsíveis de rentabilidade na ordem dos 20% a 25%.

Para já, a prioridade da gestão é começar a fechar operações. A primeira envolve uma parceria com a gestora de capital de risco Change Partners e consiste na entrada no capital da empresa Acacia Semiconductors. Segundo Nuno Miranda, a equipa tem mais quatro 'dossiers' em estudo. Os dois mais avançados estão ligados à engenharia de desenvolvimento de 'software' e a técnicas inovadoras na área da soldadura.

O fundo tem um prazo de maturidade de 10 anos, mas a expectativa dos investidores iniciais é a de que o capital deva estar totalmente investido em 2007. A presença diversifivada do ISQ junto do tecido empresarial facilita a prospecção de oportunidades de investimento, explica o responsável. Por outro lado, sublinha, "sendo a maior infraestrutura tecnológica nacional", o ISQ tem competências para avaliar a valia técnica e de mercado dos projectos. Nuno Miranda frisa ainda a importância da rede de contactos conseguida por via da parceria entre o ISQ e o instituto alemão Fraunhofer, "a maior entidade de investigação e desenvolvimento na Europa".

in Semanário Económico

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