
ISQ
lança fundo de capital de risco para 'start-ups' tecnológicas
O
O Instituto de Soldadura e Qualidade (ISQ) vai lançar um fundo
de capital de risco para investimentos em 'start-ups' de base tecnológica.
O fundo arranca com 7,15 milhões de Euros, mas poderá
chegar aos 15 milhões, tudo dependendo da procura.
Do
montante subscrito, 5 milhões são fundos públicos,
do Programa de Incentivos à Modernização Empresarial
(PRIME). O restante são fundos próprios do ISQ. Nuno
Miranda, o gestor do novo instrumento de financiamento, adianta que,
numa segunda fase, serão feitos contactos com investidores
institucionais. A contrapartida, diz, serão taxas previsíveis
de rentabilidade na ordem dos 20% a 25%.
Para
já, a prioridade da gestão é começar a
fechar operações. A primeira envolve uma parceria com
a gestora de capital de risco Change Partners e consiste na entrada
no capital da empresa Acacia Semiconductors. Segundo Nuno Miranda,
a equipa tem mais quatro 'dossiers' em estudo. Os dois mais avançados
estão ligados à engenharia de desenvolvimento de 'software'
e a técnicas inovadoras na área da soldadura.
O
fundo tem um prazo de maturidade de 10 anos, mas a expectativa dos
investidores iniciais é a de que o capital deva estar totalmente
investido em 2007. A presença diversifivada do ISQ junto do
tecido empresarial facilita a prospecção de oportunidades
de investimento, explica o responsável. Por outro lado, sublinha,
"sendo a maior infraestrutura tecnológica nacional",
o ISQ tem competências para avaliar a valia técnica e
de mercado dos projectos. Nuno Miranda frisa ainda a importância
da rede de contactos conseguida por via da parceria entre o ISQ e
o instituto alemão Fraunhofer, "a maior entidade de investigação
e desenvolvimento na Europa".
in
Semanário Económico
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