ISQ CELEBRA 60 ANOS PROMOVENDO A ARTE & A CULTURA NA SUA SEDE
Exposição Inédita de Banda Desenhada Transforma Sede em Galeria Viva
Para assinalar seis décadas de inovação e excelência, o ISQ, numa fusão entre Arte, Cultura e ambiente corporativo, inaugura no próximo dia 28 de Maio, às 17h, a exposição de banda desenhada “APRETO EBRANCO”, composta por 200 desenhos originais dos maiores autores internacionais de Banda Desenhada e que fazem parte da coleção privada do artista Rico Sequeira. A mostra integra o projeto ART@WORK, iniciado pelo ISQ em 2019, que transforma o edifício sede — projetado pelo Arquitecto Siza Vieira — num espaço onde a arte convive com o quotidiano profissional dos Colaboradores e Clientes e que ficará presente na Sede do ISQ até ao final do ano.
Nos corredores do ISQ, esculturas, colagens, fotografias e stencils de autores como Siza Vieira, Charles do Rosário, Calnegre, SOS Stencil, Rico Sequeira e Alexandre Albuquerque desafiam os espaços corporativos e oferecem novas perspetivas a quem circula.
“A arte deve sair das galerias e entrar no local de trabalho. Ela tem o poder de nos fazer ver o óbvio com outros olhos”, afirma Pedro Matias, Presidente do ISQ. “Quando apostamos em arte e promovemos mais cultura estamos a investir nos nossos colaboradores — o ativo mais valioso de qualquer organização.”
O ISQ posiciona-se, assim, na vanguarda das organizações que encaram a Cultura como um motor de motivação, criatividade e produtividade. A iniciativa ART@WORK demonstra que a inovação não se faz apenas com tecnologia, mas também com emoção, reflexão e inspiração — ingredientes essenciais para qualquer empresa que pretende liderar o futuro.
Com esta exposição, o ISQ celebra o passado, vive intensamente o presente e projeta um futuro onde a arte e o trabalho coexistem de forma harmoniosa e transformadora. “Contemplar Arte é como olhar para uma janela e ver o Futuro. E por isso esta celebração e esta exposição vão-nos ajudar a projetar o futuro da nossa organização”, conclui Pedro Matias.
APRETO EBRANCO | Rico Sequeira
Rico Sequeira, nascido em 1954, é um artista plástico português cuja obra é profundamente influenciada pela Banda Desenhada (BD), tanto no conteúdo como na forma. Reside e trabalha entre Lisboa e o Luxemburgo. Desde 1982, tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas em diversos países, incluindo Portugal, Espanha, França, Alemanha, Suíça, Luxemburgo, Bélgica, Suécia, Canadá, Brasil e Argentina.
A sua obra abrange pintura abstrata e colagem, sendo reconhecida por integrar técnicas mistas e intervenções manuais em serigrafia.
Além de ser um pintor e gravador reconhecido, é também um colecionador apaixonado de pranchas originais de BD, que têm desempenhado um papel central no seu percurso artístico.
A coleção privada de Sequeira inclui obras de autores emblemáticos como Bud Fisher e George McManus, bem como personagens icónicas como Tio Patinhas, Flash Gordon, Félix the Cat, Batman, Superman e Tom & Jerry. Estas pranchas não são apenas objetos de coleção, mas elementos vivos que alimentam o seu processo criativo. “Estas obras mostram-me o caminho da revelação dos sinais pictóricos“, afirma Rico Sequeira, funcionando como uma matriz interior que impulsiona o seu trabalho plástico.
Esta ligação entre a BD e a sua arte foi evidenciada em exposições como “Silêncio e Choque”, apresentada na Galeria Municipal Artur Bual durante o Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora em 2003. Nessa mostra, Sequeira expôs lado a lado as suas pinturas e as pranchas de BD que o inspiraram, estabelecendo um diálogo entre o desenho e a pintura.
A banda desenhada, muitas vezes considerada uma “arte menor”, tem desempenhado um papel significativo na história cultural e social. Em Portugal, a BD tem raízes que remontam ao século XIX, com obras de autores como Raphael Bordallo Pinheiro e evoluiu ao longo do tempo, refletindo as mudanças sociais e políticas do país.
Através da sua coleção e da integração da BD na sua obra, Rico Sequeira contribui para a valorização deste meio artístico, destacando a sua relevância como forma de expressão cultural e artística. Ao explorar as narrativas e estéticas da BD, o artista não só homenageia os seus criadores, mas também desafia as fronteiras tradicionais entre as artes visuais.
“Para mim a arte é a melhor forma de perceber o mundo e a BD acaba por nos dar uma visão bastante interessante pois manifesta-se de diversas formas, o que nos dá uma visão mais ampla e diversas opções de ver o mundo”, afirma Rico Sequeira.
