O papel da mulher na indústria
A abertura da indústria à presença das mulheres tem sido gradual, mas é inegável o seu contributo. Seja em cargos mais baixos ou em cargos administrativos, o ISQ Brasil está progressivamente a dar mais protagonismo às suas colaboradoras.
Ana Maria de são josé martins
No início dos anos 80, iniciei a minha carreira numa empresa do setor da construção civil. Trabalhei diretamente na construção dos prédios administrativos, ETA (estações de armazenamento de água) e pavimentação da antiga CST, hoje ArcelorMittal Tubarão. Num contexto de aproximadamente 300 colaboradores, éramos apenas duas mulheres. À época, além de poucas pessoas do sexo feminino nesse tipo de trabalho, ocupávamos quase que exclusivamente cargos administrativos de baixo e médio escalão e encontrávamos muitas dificuldades. O ambiente laboral estava, ainda, a iniciar as adaptações para nos receber minimamente, oferecendo, por exemplo, vestiários exclusivamente femininos.
Cada vez mais, temos tido a oportunidade de desmistificar que a indústria ou o trabalho pesado é “coisa para homens”.
Ana Maria de são josé martins
Promoção do Trabalho Feminino
Nos últimos 15 anos, atuando na área de engenharia de integridade, como colaboradora do ISQ Brasil, pude presenciar avanços significativos na participação das mulheres no mercado de trabalho e uma mudança do perfil da própria empresa. Quando fui admitida, em 2009, éramos nove mulheres, agora, em 2024, já somos 68. Além disso, passámos a ocupar cargos de gestão e em toda a cadeia produtiva, assumindo um papel de protagonismo dentro da organização. E, além de números, pude vivenciar no ISQ Brasil uma constante preocupação e promoção do trabalho feminino em termos de qualidade e igualdade, que se tem intensificado ao longo dos anos.
No ISQ Brasil tive oportunidade de crescer profissionalmente, compartilhar experiências e competências. Fui respeitada nas minhas ideias e decisões, além de inspirar outras mulheres neste processo de mudança, onde, cada vez mais, temos tido
a oportunidade de desmistificar que a indústria ou o trabalho pesado é “coisa para homens”.
Sei que há muito para percorrer, mas tenho muito orgulho da minha trajetória até aqui e de pertencer a uma organização que valoriza o trabalho da mulher. Já conquistámos muitos espaços, isso é inegável e motivo de celebração.
