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O ISQ ao serviço de um mundo melhor

Sustentabilidade


O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL É UMA PREOCUPAÇÃO GLOBAL URGENTE E O ISQ ADOTOU-O COMO UM DOS SEUS PILARES, TRABALHANDO DIARIAMENTE PARA PROMOVER UMA MUDANÇA DE CONSCIÊNCIA EMPRESARIAL E SOCIAL ATRAVÉS DOS SEUS SERVIÇOS E INOVAÇÕES

Como aqui chegámos

O ISQ foi membro fundador do Centro para a Prevenção da Poluição, em 2002, e seis anos depois fundou a Rede Nacional de Responsabilidade Social, a primeira rede nacional que promovia a responsabilidade social e a sustentabilidade como ferramentas de gestão nas empresas e no Estado. Este histórico reflete a importância que as questões da sustentabilidade assumiram na atividade do grupo, uma aposta que continua a ser prioritária para o ISQ, em linha com as políticas nacionais, europeias e mundiais.

“Continuaremos a adotar normas reconhecidas internacionalmente e alinhadas com os mais altos padrões de gestão éticos, sociais e ambientais e que se traduzem numa gestão sustentável”, defende o Presidente do ISQ, Pedro Matias, acrescentando: “Não poderia ser de outra forma na gestão do século XXI, tendo em conta que as tendências da sustentabilidade têm de ser cada vez mais parte integrante da atividade empresarial”.

UM DOS OBJETIVOS DO ISQ É DESENVOLVER PROJETOS QUE ENCONTREM SOLUÇÕES PARA OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE.

Uma das metas sempre em mente e para a qual o ISQ trabalha diariamente é o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS). Sem nunca esquecer a inovação, segurança e qualidade – três conceitos tão imbuídos no ADN do ISQ que formam a própria sigla –, esta aposta passa por promover uma cultura mais consciente nas empresas e na sociedade, através de todos os seus serviços. O ISQ apoia as entidades na gestão e poupança de recursos energéticos, humanos e financeiros, em todos os setores em que atua: transportes, indústria, turismo, saúde, administração pública, energia e agricultura.

Em linha com as políticas globais


São 17 os ODS da Agenda 2030 da ONU que foram acordados por 193 países, num compromisso global e consciente para assegurar a sustentabilidade ambiental, social e económica do mundo (ver infografia na pág. 12). Nesta matéria, a Europa tem sido particularmente ativa e a defesa do desenvolvimento sustentável é uma das prioridades da nova presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. O seu programa político integra o Pacto Ecológico Europeu como um dos pilares, com um conjunto de medidas relativamente a emissões, clima, biodiversidade, proteção ambiental e economia circular, sendo notório o nível de ambição: “Quero que a Europa se mostre mais ambiciosa e se torne no primeiro continente com impacto neutro no clima”.

Quais são os objetivos de desenvolvimento sustentável?

A Agenda 2030 da ONU propõe 17 objetivos prioritários para os 169 países que reconheceram a urgência de criar um futuro global mais sustentável,digno e com igualdade social:

• erradicar a pobreza
• erradicar a fome
• saúde de qualidade
• educação de qualidade
• igualdade de género
• água potável e saneamento
• energias renováveis e acessíveis
• trabalho digno e crescimento económico
• indústria, inovação e infraestruturas
• reduzir as desigualdades
• cidades e comunidades sustentáveis
• padrões de consumo e produção responsáveis
• ação climática
• proteger a vida marinha
• proteger a vida terrestre
• paz, justiça e instituições eficazes
• parcerias para a implementação dos objetivos

Os Objetivos de Desenvolvimento
Sustentável

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015, abrangendo 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Estes objetivos têm uma natureza universal e inclusiva e são medidos através de uma lista de indicadores globais adotada pela ONU, num total de 244. No relatório de 2019, a ONU salienta que, embora haja uma evolução, as zonas mais afetadas continuam a ser os continentes africano e sul-americano. O maior progresso verificou-se no ODS 8, no indicador que mede a capacidade de “Sustentar o crescimento económico per capita”.

Em Portugal, a evolução tem sido positiva: é considerado um dos 30 países mais sustentáveis e está a cumprir da melhor forma o objetivo “Energias renováveis e acessíveis” (ODS 7), esforçando-se por garantir fontes de energia fiáveis, modernas e para todos. Neste âmbito, o ISQ tem sido um forte aliado. Além de implementar a responsabilidade sustentável nos serviços e setores em que atua, tem participado diretamente em projetos relacionados com a energia. Por exemplo, na elaboração da certificação energética, em iniciativas de eficiência energética com a Galp e o Hotel Corinthia, em planos de distribuição mais eficiente com o grupo Águas de Portugal e em programas de economia circular no Alentejo, entre outros.

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CORINTHIA HOTEL LISBON

Eficiência Energética – considerado o melhor projeto da Europa

O ISQ, em parceria com a Galp Soluções de Energia, implementou o projeto de eficiência energética no Corinthia Hotel Lisbon, o qual recebeu o título de Western Europe Region – Energy Project of the Year, atribuído pela Association of Energy Engineers (AEE). Este projeto foi considerado o melhor projecto energético da Europa, pela utilização de soluções particulares de engenharia desenhadas à medida, concebidas em conjunto com o ISQ (o parceiro técnico), que permitiram obter no primeiro semestre de 2013, uma redução do consumo de energia superior a 25%, correspondente a 600.000 kWh e 290 toneladas de CO2.

Este projeto foi o vencedor do prémio Western Energy Project of the Year 2013, entregue na conferência anual da Association of Energy Engenieers, maior associação de engenheiros de energia do mundo.

Reuben Mifsud, gerente do Hotel Corinthia Lisboa, declarou: “It is an honor for us to be selected by such a distinguished panel of judges to be named Western Europe Region Energy Project of the Year for 2013. This award is the result of a revolutionary energy concept implemented in the Hotel five years ago, in which we have always believed in, and at this point has become a reality. This project combines our commitment to reduce our CO2 footprint with our goal to achieve energy efficiency.”

As estratégias de Portugal estão em conexão com as políticas de sustentabilidade da ONU, mas estão também orientadas em função de regulamentos, programas e instrumentos de financiamento da União Europeia (UE). Um destes casos é o programa Horizonte 2020, o maior da UE no contexto de investigação e inovação. Também aqui o ISQ está presente de forma ativa e orgulha-se de ser a entidade nacional com maior número de projetos, sobretudo em sustentabilidade industrial e ecoeficiência, relacionados com o programa Horizonte 2020.

Enquadramento dos conceitos de sustentabilidade

POR Ricardo Rato e Muriel Iten

O conceito de desenvolvimento sustentável surgiu nos anos 60, quando se tornou evidente que os problemas ambientais poderiam ser causados pelo desenvolvimento da economia e da indústria. Em 1972, o Clube de Roma (ONG) apresentou o seu primeiro relatório, conhecido como “Meadows Report”, na primeira Conferência sobre Meio Ambiente Humano das Nações Unidas, em Estocolmo.

O relatório defendia que o não crescimento nos países em desenvolvimento era uma resposta à deterioração ambiental e à escassez de recursos planetários, atraindo especial atenção pelo “ataque” ao sistema capitalista. Por sua vez, os economistas afirmavam que o capitalismo não poderia sobreviver sem desenvolvimento ilimitado, criticando o relatório. Devido às críticas, o Clube de Roma emitiu um segundo relatório em 1974 que defendia um desenvolvimento orgânico, ou seja, com um crescimento limitado intrínseco a todos os organismos vivos.

Desde a publicação do livro The Limits to Growth (Meadows et al., 1972), um número considerável de conceitos foi desenvolvido, integrando preocupações ecológicas e económicas que não foram consensuais até 1987. Nesse ano, foi publicado o “Brundtland Report”, que definiu “desenvolvimento sustentável” como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atender às suas próprias necessidades. Mais tarde, em 1997, Wackernagel e outros popularizaram o termo “pegada ecológica” para o Earth Council. Os autores determinaram o terreno necessário para fornecer os recursos naturais consumidos pela população global e a absorção dos respetivos desperdícios. Como consequência, o termo foi adotado pelo World Wide Fund for Nature (WWF), que fornece dados da pegada ecológica de mais de 150 nações, listados no “Living Planet Report”.

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É com base neste conceito que surge o crescente interesse em quantificar o número de planetas Terra que precisamos para fornecer os recursos necessários para o uso da Humanidade e para “absorver” as emissões. Igualmente, e devido ao facto de as necessidades já ultrapassarem as capacidades do nosso planeta, foi também definido o conceito do Earth Overshoot Day (EOD), o dia do ano no qual as capacidades do nosso planeta são ultrapassadas.

Em 2019, o número de planetas era já 1,75 e o EOD, ou o Dia de Sobrecarga da Terra, foi 29 de julho, sendo urgente agir para resolver este problema global.

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