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Humanismo – Utopia ou Realidade?

O ser humano é um produto do meio em que se movimenta? E a organização é tão simplesmente um produto do mercado? Duas questões que respondidas pela positiva, podem alimentar uma visão conservadora.

Se as unirmos a conclusão é simples: a organização é reativa, uma reprodução do que lhe é pedido, e as Pessoas que nela trabalham, funcionam como peças de uma engrenagem. Se existe eficiência? Certamente sim! Mas o que desejamos nos tempos atuais? Uma máquina? Ou uma organização viva e com pressupostos de uma gestão humanista?

Perante os desafios a que temos estado sujeitos, desde uma pandemia até uma guerra, temos uma certeza: necessitamos de um sistema vivo com uma capacidade de aprendizagem contínua, capaz de se adaptar a qualquer contexto e planeie a sua evolução. De acordo com o que temos sido confrontados, uma Organização-máquina ou colapsou, ou pode estar em vias de se aniquilar.

Num sentido lato, o humanismo significa valorizar o ser humano e a condição humana acima de tudo. Já o assim era enquanto movimento intelectual do século XV. Hoje, continua relacionado com a generosidade e a preocupação em valorizar os atributos e realizações humanas. Tanto o ser humano como a organização têm um Propósito que gera uma identidade própria e única, ou seja, capaz de se criticar a si mesmo e o contexto onde se movimenta, provocando inovação e evolução.

A expetativa sobre as pessoas que nela trabalham é que se comportem como células vivas e autónomas, capazes de contribuir para aumentar a eficiência e a competitividade. E o curioso é que chegamos a uma simples conclusão: quanto mais a tecnologia está presente nos nossos processos e nos relacionamentos que estabelecemos, mais o ser humano é importante para as Organizações e na Sociedade.

Mas será que os princípios básicos do humanismo resistem a crises sanitárias, como a que ainda perdura? E à barbárie de uma guerra? Se considerarmos os princípios do Novo Humanismo: o Ser Humano como Valor central, afirmação da igualdade, reconhecimento da diversidade, desenvolvimento do Conhecimento, liberdade, repudiar a violência, certamente percebemos que algo tem falhado. Ou tão simplesmente, o Humanismo que tanto se apregoa, não passa de um chavão de mera demagogia.

Não deve existir a pretensão de se refundar uma corrente filosófica, uma ideologia política. O que se pretende é acima de tudo valorizar pessoas. Dos mais novos, aos mais velhos, dos menos instruídos, aos mais instruídos, dos mais fracos, aos mais fortes. Presumir que políticas de diversidade e inclusão e “bazucas” financeiras resolvem tudo é apenas um conforto intelectual. A solução está sempre em cada Pessoa, em cada família, em cada Organização, em cada Estado.

No fundo é utilizarmos a máxima do Call To Action: identificarmos o problema, gerarmos uma solução e partirmos para a ação – não apenas por via da igualdade de oportunidades, não apenas pela empatia e no gerar apoio, mas acima de tudo criar condições, nomeadamente de aprendizagem, para que os Valores, sejam sociais, sejam profissionais, posssam ser a preocupação primeira do Ser Humano!

Utopia ou Realidade?

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Business Development Manager – ISQ Academy

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